7º anos. Profª Luciane Gotardo. História: O Estado absolutista e o Mercantilismo (semana 07/06 a 20/06/21).

07/06/2021

Olá queridos alunos! Hj iniciamos uma nova etapa do nosso ano letivo. Partimos para o segundo trimestre, vamos seguindo com força e fé, que logo voltaremos a nos encontrar na nossa sala de aula. Vamos conhecer o surgimento dos países europeus e a maneira com que os reis desses países dirigiram a economia. Vamos lá? 

Correção das atividades Propostas sobre A Contrarreforma da Igreja Católica, referente Conteúdo do período de 20/05 a 06/06/21.:

1)O que foi a Contrarreforma? Foi o movimento criado pela Igreja Católica a partir de 1545, e que, segundo alguns autores, teria sido uma resposta à Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero. Foi o momento em que a igreja quis redefinir a sua doutrina, desenvolvendo uma nova disciplina de cristianismo para o clero, já que a população estava se afastando dos dogmas da Igreja, após as denúncias do protestantismo.

2) Quem criou a Companhia de Jesus, comente. Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus, mais conhecida aqui como Ordem Jesuíta.

3) Defina Inquisição e heresia. Heresia é quando alguém tem um pensamento diferente de um sistema ou de uma religião, sendo assim quem pratica heresia, é considerado um herege

4) O que foi o Concílio de Trento? As autoridades da Igreja Católica reuniram-se no Concílio de Trento entre 1545 e 1563. Uma ação mais efetiva para barrar o avanço do protestantismo deu-se por meio do Concílio de Trento, realizado em três ciclos entre 1545 e 1563. Um concílio é uma espécie de assembleia que reúne as maiores autoridades da Igreja para promover a discussão de pontos importantes da fé católica.

5)NÃO constitui ação da Igreja Católica, na Contrarreforma: d) a reafirmação do culto à Maria e aos Santos.

Do livro didático: número 7, da página 55. Resp: Georg Pencs valorizou os ensinamentos protestantes em detrimento dos católicos. Na gravura, podemos perceber que o pastor luterano está com vestes mais simples, folheando a Bíblia para transmitir as mensagens contidas nela. O sacerdote católico, por sua vez, está com vestimentas mais detalhadas e pregando sem a Bíblia em púlpito ricamente decorado. Além disso, o fato de ele ser corpulento e rechonchudo indica uma crítica aos vícios do clero, no caso a gula.

Conteúdo do período 07/06 a 20/06/21.

O Estado absolutista e mercantilismo. A formação das monarquias nacionais.

Quase todos os países da Europa Ocidental passaram pelo processo de fortalecimento do poder central nos fins da Idade Média e início dos Tempos Modernos, entre os séculos XIV e XVI. Tal é o caso de Portugal, Espanha, Inglaterra e França. Nestes países, o processo de centralização monárquica deu-se no plano nacional, isto é, as fronteiras do Estado tenderam a coincidir com os limites culturais da nação.

Itália e Alemanha igualmente tendem para a centralização do poder; só que na Itália, ao invés de um único Estado, correspondente aos limites da nação, houve a formação de numerosas unidades políticas, todas elas soberanas (isto é, independentes). Na Alemanha, as tendências se inclinaram de um lado para o Estado do tipo nacional, representado pelo Sacro Império Romano-Germânico; mas também acentuou-se o poder no plano local, representado pelos príncipes.

Os reis começaram então a concentrar grandes poderes, em parte por causa do apoio e do dinheiro recebido dos burgueses. Ao longo de algum tempo, a aproximação entre o rei e a burguesia colocariam fim à fragmentação do poder da Idade Média. Entretanto, isso não significou a exclusão da nobreza feudal do poder. Ela se manteve ligada ao rei e usufruindo da sua política.

Além dos reis, ganharam importância nesse processo os burgueses, que se tornaram o grupo social de maior poder político e, sobretudo, econômico.

Absolutismo foi um sistema político que, em geral, defendia o poder absoluto do monarca sobre o Estado e foi muito comum a partir do século XVI até meados do século XIX em diversas partes da Europa. Essa forma de governo estava diretamente ligada com o processo de formação dos Estados Nacionais (nações modernas) e com a ascensão da classe mercantil conhecida como burguesia, assim como se relacionava a uma série de outras transformações ocorridas na Europa desde a Baixa Idade Média.  

 Teóricos do absolutismo - os teóricos absolutistas que elaboraram teses que defenderam uma sociedade disciplinada e controlada por um único líder, que seria o soberano. A intenção desses pensadores era legitimar o absolutismo na Europa, mostrando através de suas ideias a importância da existência de um Estado forte para comandar os súditos. Essa tarefa ficou a cargo de intelectuais importantes como:

Thomas Hobbes (1588 - 1679) foi um dos teóricos mais radicais do absolutismo. Ele defendeu a tese de que "o homem era o lobo do homem", afirmando que os seres humanos nasciam ruins e egoístas por natureza. Esse pessimismo perante a humanidade levou o teórico inglês a propor um pacto político em que as pessoas conseguiriam conquistar paz e felicidade. Esse pacto dizia que para a humanidade viver em harmonia, ela deveria abdicar de seus direitos e os transferir a um soberano cujo papel era conter o ímpeto do homem em seu estado de natureza. Dessa forma, Hobbes legitimou a existência do poder real afirmando que era através dele que as pessoas não viveriam em um cenário de caos e guerra.

Jacques Bossuet (1627 - 1704) foi o teórico responsável por envolver política e religião em sua tese. Ele partiu do pressuposto que o poder real era também o poder divino, pois os monarcas eram representantes de Deus na Terra. Por isso, os reis tinham que possuir controle total da sociedade. Dessa forma, eles não poderiam ser questionados quanto às suas práticas políticas.

Os teóricos absolutistas defenderam uma forma de governo monarquista em que o poder estava concentrado nas mãos dos reis. Suas teorias foram questionadas a partir da elaboração das teses liberais durante o Iluminismo que reivindicaram governos democráticos e a soberania popular na política.

 Mercantilismo. O Mercantilismo foi um conjunto de medidas político-econômicas que predominou em alguns países europeus após o feudalismo, iniciando a Idade Moderna. O mercantilismo não foi aplicado da mesma forma na Europa. Sua aplicação esteve condicionada ao contexto de cada nação. Veja a seguir as suas principais características.

Atividades propostas:

1)O apogeu do absolutismo ocorreu em meados do século XVII, sendo a França o país onde melhor se manifestou esse tipo de governo, que priorizava:

a) A concentração dos poderes na mão do rei.
b) A divisão de poderes em três: Executivo, Legislativo e Judiciário.
c) A figura da Igreja acima de todas as instituições políticas.
d) A prática de eleições livres.

2)Com o declínio do mundo feudal, as relações comerciais aumentaram e a necessidade de expandir os mercados consumidores também. Começaram, então, a expansão comercial e a busca de metais preciosos no mundo. Esta prática econômica recebeu o nome de:

a) Socialismo                               b) Liberalismo
c) Mercantilismo                         d) Feudalismo

3)O mercantilismo correspondeu a:

a) um conjunto de práticas e ideias econômicas baseadas em princípios protecionistas.

b) uma teoria econômica defensora das livres práticas comerciais entre os diversos países.

c) um movimento do século XVII que defendia a mercantilização dos escravos africanos.

d) uma doutrina econômica defensora da não intervenção do Estado na economia.

Use o livro didático e faça a leitura do conteúdo da página 56 a 64, capítulo. Na página 57 faça as atividades 1, 2 e 3. Para entender melhor sobre esse assunto, assista o vídeo: www.youtube.com/watch?v=Znjcqzr-iY4&t