8º anos. Profª Luciane Gotardo. História: A crise do sistema colonial no Brasil. (02/08 a 13/08/21).

03/08/2021

Olá queridos alunos!! Vamos continuar nosso estudo sobre a crise no sistema colonial no Brasil, os movimentos que ocorreram aqui e que levaram ao processo de Independência do Brasil. Realize com muita atenção e capricho, concluindo envie para a profª Luciane Gotardo (27 99984-0297). Obrigada!

Correção das atividades anteriores sobre: Império Napoleônico, de 06/07 a 31/07/21.

1)a)            2)a)                  3)a)

Resposta das atividades do livro didático:

1)Realizações político-militares

- Estabilidade da política interna

- Expansão do Império Francês à grande parte da Europa.

Realizações socioeconômicas

-Aprimoramento dos serviços de correios e telégrafos.

- Manutenção da reforma agrária.

2)Áustria, Prússia, Inglaterra e Rússia. O objetivo era fazer a Europa retornar às configurações anteriores a 1789 e reconduzir ao poder governantes destituídos por revoluções liberais. A França perdeu os territórios conquistados nas guerras napoleônicas e Luís XVIII foi reconduzido ao seu poder.

3)As conquistas territoriais de Napoleão Bonaparte reforçaram o poder da França e a expectativa de constituir um Estado forte, uma república estável no qual dizia respeito à economia e à política, que pudesse fazer frente a outras potências europeias.

4)As outras nações temiam que as lutas contra o absolutismo avançassem por toda a Europa.

CONTEÚDO DO PERÍODO DE 02/08 a 13/08/21 - A CRISE DO SISTEMA COLONIAL NO BRASIL

No Brasil, a crise do sistema colonial foi marcada por contestações e aspirações de liberdade do povo brasileiro. Portugal, devido à União Ibérica (A União Ibérica foi a união política e militar ocorrida na Península Ibérica e iniciada no ano de 1580 e que durou até 1640. Na União Ibérica as coroas portuguesa e espanhola uniram-se em função da crise sucessória ocorrida no Reino de Portugal), a luta contra a presença holandesa no território colonial, assim como o declínio da produção de açúcar, entrou em crise financeira e econômica.

A crise colonial teve como antecedentes as diversas revoluções que ocorreram não só na Europa, mas também na América do Norte e uma série de movimentos nativistas realizada na colônia portuguesa.

Com todas essas revoluções, a Independência dos Estados Unidos da América e as ideias iluministas, vários movimentos emancipacionistas foram realizados, como a Inconfidência Mineira que aconteceu no ano de 1789, que apesar de ter caráter idealista, foi a primeira rejeição ao sistema colonial português. Além deste movimento, outros importantes foram a Conjuração Baiana ou dos Alfaiates, que aconteceu em 1798. O cenário era de caos político e econômico em Portugal. A solução desesperada foi o governo do Marquês de Pombal, que tentava justamente conciliar as aspirações da metrópole com os ideais iluministas.

Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira foi uma das maiores revoltas organizadas contra a Coroa portuguesa durante o período colonial e envolveu parte da elite da capitania de Minas Gerais.

A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, é como ficou conhecida a revolta de caráter separatista que estava sendo organizada na capitania das Minas Gerais no final do século XVIII. Essa revolta foi organizada pela elite socioeconômica de Minas Gerais, o grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, era formado pelos poetas Tomas Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira e acabou sendo descoberta pela Coroa portuguesa antes de ser iniciada. A partir da segunda metade do século XVIII, a política fiscal de Portugal em relação à colônia tornou-se mais rígida. Portugal, ordenou o aumento da cobrança de impostos no Brasil, decretou a cobrança da derrama, que obrigava o pagamento de 100 arrobas de ouro anuais para a Coroa portuguesa.

Joaquim Silvério dos Reis era um fazendeiro e dono de minas de ouro. Naquela altura (1789) estava consideravelmente endividado com as autoridades portuguesas, e, para livrar-se de suas dívidas, resolveu denunciar o movimento. Contou tudo, com grande detalhamento, dos planos dos inconfidentes. Em posse de valiosas informações, o visconde de Barbacena ordenou a suspensão da derrama e deu início às prisões dos nomes denunciados. Em meio a prisões e interrogatórios, o julgamento estendeu-se por três anos

As sentenças foram variadas e algumas das penas foram: degredo para a África, prisão perpétua e morte por enforcamento. Tiradentes e muitos outros foram condenados à morte por enforcamento, mas, antes de execução da pena, uma carta enviada por d. Maria, rainha de Portugal, concedeu o perdão real a todos, menos a Tiradentes. Entre todos os membros, Tiradentes era o de posição social mais humilde - ele não era membro da elite econômica de Minas Gerais. Além disso, sua função na conspiração era de extrema importância: ele era o propagandista do movimento. Por isso foi tirado como exemplo, e sua pena foi a única mantida. Tiradentes foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, foi também esquartejado e partes do seu corpo foram colocadas na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais (Caminho Novo). Sua cabeça foi colocada em exposição na praça central de Vila Rica, atual Ouro Preto. Hoje no local existe um monumento em homenagem a esse personagem histórico. A Inconfidência Mineira, portanto, fracassou. A denúncia levou ao desmantelamento da conspiração antes que ela fosse iniciada, e os envolvidos foram punidos, sendo Tiradentes o que recebeu a pena mais rigorosa por parte das autoridades coloniais. Essa tentativa de levante, no entanto, foi acompanhada de outros movimentos de insatisfação, sendo a Conjuração Baiana um desses de destaque.

Conjuração Baiana

A Conjuração Baiana foi uma conspiração de caráter popular contra a Coroa portuguesa ocorrida em no ano de 1798. E foi justamente essa classe social que aderiu a Conjuração Baiana. Por isso, a conspiração também ficou conhecida como Conjuração dos Alfaiates A Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates foi um movimento político popular ocorrido em Salvador, Bahia, em 1798. Tinha como objetivos separar a Bahia de Portugal, abolir a escravatura e atender às reivindicações das camadas pobres da população. A Conjuração Baiana foi composta, em sua maioria, por escravizados, negros livres, brancos pobres e mestiços, que exerciam as mais diferentes profissões, como sapateiros, pedreiros, soldados, etc.

Influenciada pela Revolução Francesa, a Conjuração Baiana foi fortemente reprimida. Seus membros foram presos e, em 1799, os líderes do movimento foram condenados à morte ou ao degredo. Além da liderança exercida pelos alfaiates, o movimento também era encabeçado pelos soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas, José da Silva Lisboa, futuro visconde de Cairu; o cirurgião Cipriano Barata, o "médico dos pobres"; o farmacêutico João Ladislau de Figueiredo; o padre Francisco Gomes; o professor de latim Francisco Barreto e o tenente Hermógenes Pantoja, que se reuniam para ler Voltaire, traduzir Rousseau e organizar a conspiração.

A distribuição dos panfletos com palavras de ordem levou as autoridades a agir prontamente e reprimir a manifestação. Alguns membros foram presos e forçados a delatar o restante dos participantes. O governador da Bahia, Fernando José de Portugal e Castro, soube através de uma denúncia feita por Carlos Baltasar da Silveira, que os conspiradores iriam se reunir no Campo de Dique, no dia 25 de agosto. A ação do governo foi rápida e o coronel Teotônio de Souza foi encarregado de surpreendê-los em flagrante. Diante da aproximação das tropas do governo, alguns conseguiram fugir.

Reprimida a rebelião, as prisões sucederam-se e o movimento foi desarticulado. Foram presas 49 pessoas, das quais três eram mulheres, nove escravizados e outros homens livres que exerciam profissões como alfaiates, barbeiros, soldados, bordadores e pequenos comerciantes. Os principais envolvidos foram julgados e condenados à morte. No dia 8 de novembro de 1799, um ano e dois meses depois dos acontecimentos, os acusados foram declarados culpados por traição. Desta maneira, receberam a pena de morte por enforcamento e depois esquartejados: Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas, João de Deus e Manuel Faustino dos Santos Lira. Os corpos foram expostos em diversos locais da cidade de Salvador para servir de exemplo a possíveis subversivos.

Atividades propostas:

1)Por qual razão alguns historiadores apontam que a Inconfidência Mineira era um movimento rebelde de caráter elitista?

2) Após a descoberta do plano dos insurgentes, quais foram as medidas tomadas pela Coroa Portuguesa?

3) Os principais movimentos que refletiram a crise do sistema colonial brasileiro tiveram vários pontos em comum, mas apenas um deles discutiu a abolição da escravatura e contava com a participação das camadas mais pobres.

a) Inconfidência Mineira.

b) Sabinada.

c) Confederação do Equador.

d) Conjuração Baiana.

Agora utilize seu livro didático e faça a leitura deste conteúdo, que está no capítulo 8, entre as páginas 104 a 110. Depois faça as atividades da página 112, números 1 e 3. Copie as atividades e as responda no caderno.

Pesquisa avaliativa: Jogos Olímpicos - use a criatividade e faça uma pesquisa em seu caderno, caso tenha dificuldade para pesquisar na internet, pode fazer um texto sobre alguma reportagem sobre este assunto, assistindo pela tv. Pode ter imagens, desenhos, falar sobre o país sede das olimpíadas deste ano.

Bom trabalho, aguardo retorno!! Profª Luciane Gotardo (27 999840297)