8º anos. Profª Luciane Gotardo. História: Revolução Industrial - O trabalhador no sistema industrial. Semana 16 a 30/04/21.

15/04/2021

Olá querido aluno!! Como você está? Espero que esteja bem para continuarmos nossos estudos por aqui, vamos seguindo nosso aprendizagem dessa forma, confiantes que logo estaremos juntos novamente!!  

Correção das Atividades Propostas das semanas de 01 a 15/04/21:

1)Define Revolução Industrial. R: A Revolução Industrial designa um processo de profundas transformações econômico-sociais que se iniciou principalmente na Inglaterra. Caracteriza-se pela passagem da manufatura à indústria mecânica. A introdução de máquinas fabris multiplica o rendimento do trabalho e aumenta a produção global.

2)Comente os fatores que permitiram que a Inglaterra fosse pioneira na Revolução Industrial: cercamentos, sistema trienal e fontes de energia (carvão e ferro). R: Na Inglaterra, ao longo dom século XVI e XVII ocorreram os Cercamentos, processo de exclusão dos trabalhadores de seu meio de sustento; A introdução do sistema trienal foi uma técnica de agricultura; Outro fator que permitiu aos ingleses que mecanizassem a produção têxtil foi a presença de fontes de energia natural na Inglaterra, como o carvão e o ferro.

3)Explique as formas de organização do processo produtivo: artesanato, sistema doméstico e maquinofaturas. R: o artesanato era o principal meio de organização do processo produtivo de utensílios básicos utilizados no cotidiano; o sistema doméstico: o artesão recebia encomendas de homens de negócio para produzir certas peças. Estes empresários forneciam a matéria-prima, pagavam o artesão e revendiam o produto final; A maquinofatura (fábricas) é o sistema de produção que cria espaços de trabalho onde o artesão se torna obsoleto e é substituído por um novo tipo de trabalhador: o operário.

4)Como a sociedade ficou dividida com a Revolução Industrial? R: Burguesia: A burguesia é a classe social que detém e controla os meios de produção. Ela domina o proletariado e tudo ligado à política e a economia de uma sociedade. Sua formação está associada ao surgimento do capitalismoProletariado: a classe dos operários assalariados modernos que, não possuindo meios próprios de produção, reduzem-se a vender a força de trabalho para poderem viver. 

Atividades usando o livro didático: Correção. A leitura das páginas18 a 25tarefas da página 33 - 1 e 2 (copiar e responder no caderno).

Número 1 - Artesanato: Os artesãos conheciam as etapas de fabricação do produto, possuíam as ferramentas e matérias-primas, eram responsáveis por sua venda e controlavam o ritmo e o tempo de trabalho. Sistema doméstico: O artesão passou a ser contratado por um empresário que lhe fornecia a matéria-prima e se responsabilizava por vende-la. Nesse sistema, o artesão conhecia as etapas de produção, mas perdia o contato com o consumidor. Manufatura: Nesse sistema diversos trabalhadores concentravam-se no mesmo local. O trabalhador não detinha mais o controle do tempo e do ritmo de trabalho e deixou de ser o proprietário dos meios de produção. Surge a figura do patrão, responsável por vigiar os demais trabalhadores.

Número 2 - Resposta pessoal. Atualmente, existem leis que protegem os trabalhadores, mas nem sempre elas são cumpridas, contribuindo para que existam pessoas que enfrentam péssimas condições de trabalho, baixos salários, moradias insalubres etc.

Revolução Industrial - O trabalhador no sistema industrial.

A Revolução Industrial foi um processo de transformação ocorrido entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX, com o surgimento de máquinas a vapor, substituindo a manufatura pela maquinofatura, implicando em uma exploração exacerbada da mão-de-obra e representando o início da consolidação do capitalismo.

A expansão das indústrias modificou muito o cotidiano dos trabalhadores. A questão do tempo, que, para eles passou a ser regulado pelos horários de funcionamento das fábricas, é um exemplo disso. Nas áreas rurais, a medição do tempo estava relacionada aos ciclos da natureza e às tarefas diárias no campo. Já nas cidades, a disciplina passou à ser estabelecida pelo relógio. Esse avanço tecnológico provocou grandes transformações na sociedade da época, acelerando o processo produtivo, aumentando a exploração e a degradação do meio ambiente, além de ter causado grande impacto nas relações de trabalho. Com o surgimento de máquinas capazes de produzir mais e em menos tempo que um ser humano, os operários se viram obrigados a lidar com salários muito baixos e jornadas de trabalho exaustivas, que chegavam a até 16 horas por dia.

A acelerada exploração da mão-de-obra desencadeou uma série de mobilizações da classe trabalhadora, exigindo uma intervenção estatal, a fim de equilibrar a relação desigual que existia entre o empregado e o empregador. Por isso, boa parte da doutrina aponta o século XIX como marco do surgimento do Direito do Trabalho.

As condições de trabalho na Revolução Industrial

· O salário paga apenas uma parte do seu tempo de trabalho, o restante é apropriado pelo capitalista.

· Os operários eram submetidos a condições desumanas de trabalho. As fábricas geralmente eram quentes, úmidas, sujas e escuras. As jornadas de trabalho chegavam a 14 ou 16 horas diárias, com pequenas pausas para refeições precárias.

· Muitos trabalhadores adquiriram doenças respiratórias por causa do ar poluído que vinha das máquinas.

· Os movimentos repetitivos dos braços desgastavam as articulações do corpo e causavam intensas dores.

· Alguns operários sofriam graves acidentes de trabalho e ficavam incapacitados para o resto da vida.

· Os patrões incentivavam o trabalho infantil, pois as crianças recebiam salários mais baixos e eram mais obedientes (o trabalho de crianças a partir de seis anos era comum nas fábricas inglesas).

· Mulheres e crianças recebiam um terço do salário de um homem.

Trabalho infantil.

Os impactos ambientais da industrialização.

A indústria é um setor muito importante para o desenvolvimento da sociedade. É graças a ela que foi possível criar inúmeros bens de consumo considerados essenciais na vida moderna, trazendo conforto e saúde para a população, além de gerar diversos empregos em todo o mundo.

Como qualquer atividade humana, porém, as indústrias são responsáveis por causar muitos danos ao meio ambiente e à saúde humana. Isso porque elas geram matérias biológicas, gases e líquidos que contaminam os rios, mares, lagos, ar e solo. Como consequência, a presença das indústrias contribui diretamente para a devastação das florestas e extinção de diversas espécies de animais. A poluição das indústrias também está associada ao aquecimento global, um fenômeno que está associado ao derretimento das calotas polares, elevação do nível dos oceanos e diversas alterações climáticas - tais como secas, furacões e enchentes - que ameaçam a vida de milhões de pessoas e levam fome e destruição às diversas cidades.

A organização da classe operária

Com o passar dos anos, os trabalhadores passaram a instituir organizações em prol dos seus próprios interesses, a baixa remuneração para o trabalho repetitivo das fábricas obrigava que famílias inteiras integrassem o ambiente fabril. Por um salário ainda menor, mulheres e crianças eram submetidas às mesmas tarefas dos homens adultos. Ao mesmo tempo, as condições de trabalho oferecidas nas fábricas eram precárias. Sem instalações apropriadas e nenhuma segurança, as fábricas ofereciam risco de danos à saúde e à integridade física dos operários. Tantas adversidades acabaram motivando as primeiras revoltas do operariado.
No início do século XIX, o movimento ludita (ou ludismo) incentivava a destruição das máquinas industriais. Essas eram encaradas como as principais responsáveis pelos acidentes e o grande número de desempregados substituídos por tecnologias que exigiam uma mão-de-obra ainda menor. Anos mais tarde, o cartismo exigiu a participação política dos operários ingleses que, na época, não tinham direito ao voto. Com sua força política representada, os trabalhadores conquistaram melhores condições de trabalho, a redução da jornada de trabalho e o direito à greve. Dessas mobilizações surgiram os primeiros sindicatos que, ainda hoje, tem grande importância para a classe trabalhadora.

Os primeiros sindicatos nascem na Inglaterra, país considerado o "berço do capitalismo". Entretanto, o direito à livre associação dos operários ingleses, apesar de já existirem organizações de trabalhadores, só foi permitido, legalmente e sem repressão, com a votação de uma lei no Parlamento da Inglaterra, em 1824.

ATIVIDADES PROPOSTAS SOBRE O CONTEÚDO ESTUDADO:

1)Comente sobre como eram as condições de trabalho dos operários na Revolução Industrial.

2)Como os operários das fábricas começaram a reivindicar melhores condições de trabalho?

3)Fale sobre os impactos ambientais sofridos com a Revolução Industrial.

Atividades do livro didático: NA página 27, fazer a questão: "Ler a gravura". Nas páginas 28 e 29, fazer a leitura do texto. Na página 32, ler o texto "O TRABALHO DAS CRIANÇAS" e fazer a interpretação copiando as atividades 1, 2, 3 e 4. Finalizando, realizar a atividade da página 33, número 3, a e b.