8º anos. Profª Luciane Gotardo. História: Revolução Francesa. (semana 21/06 a 05/07/21).

21/06/2021

Olá querido aluno, seguimos nosso encontro por aqui, mas hoje também retornamos na sala de aula, vamos continuar nosso processo de ensino-aprendizagem. Essas semanas vamos conhecer a história da Revolução Francesa. Vamos lá?

Correção das atividades sobre Independência dos Estados Unidos referente as semanas de 07/06 a 20/06/21.

1) R: A Independência dos Estados Unidos, também chamada de Revolução Americana, foi declarada no dia 4 de julho de 1776. A partir deste momento, a Inglaterra deixou de comandar os destinos dos americanos.

2) R: A nova nação que surgiu foi construída em um modelo republicano e federalista e inspirada pelos ideais iluministas que defendiam as liberdades individuais e o livre comércio.

3) R: Após a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), o Parlamento inglês decidiu aumentar as taxas nas 13 Colônias para cobrir os custos do conflito. Os colonos também teriam que arcar com a construção de fortes, manter os soldados deslocados para o território americano e foram proibidos de atravessar os Montes Apalaches.

4) R: A Inglaterra reconheceria a independência dos Estados Unidos através do Tratado de Paris, em 1783.

5) R: A Revolução Americana separou os Estados Unidos da Inglaterra e inspiraria movimentos como a Revolução Francesa e as independências das colônias da América Latina. Também foi a primeira vez que se colocaram em prática os princípios do Iluminismo, como a separação de poderes, a garantia à liberdade individual e à igualdade social.

Usando o livro didático, faça a leitura das páginas 52 a 54, depois realize as atividades da página 55, números 4, 5 e 6.

4) a) A vida, a liberdade e a buscada felicidade.

b) O governo é o responsável por assegurar esses direitos.

5) a) A Independência dos Estados Unidos não transformou as condições dos africanos escravizados. Além de permanecer, a escravidão foi intensificada nas plantações de algodão e de tabaco do sul do país.

b) Mesmo após a proclamação da independência, o trabalho escravo continuou sendo fundamental em alguns setores da economia dos Estados Unidos, sobretudo nas monoculturas de algodão e de tabaco do sul do país. À medida que a expansão comercial desses produtos aumentava, a necessidade de escravos crescia.

6)a) Um governo central forte diluiria a autonomia dos poderes locais, reivindicação que fez parte das lutas pela independência das treze colônias.

b) A fragmentação do país expunha-o, ao norte, à ameaça de controle do Império inglês (Canadá) e, ao sul, do Império espanhol (Vice- Reinado Nova Espanha, que se estendia de onde hoje é América Central até a Califórnia.

c) A forma do governo estabelecida pela Constituição de 1787 foi a República, central e forte, que se caracteriza pelo poder representativo definido por meio do voto dos cidadãos.

CONTEÚDO DO PERÍODO DE 21/06 a 05/07/21: Revolução Francesa.

Revolução Francesa foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu. A monarquia absolutista que tinha governado a nação durante séculos entrou em colapso em apenas três anos.A Revolução Francesa, que ocorreu no ano de 1789, foi o evento que, inaugurou a chamada Idade Contemporânea, acontecimento é o marco divisor entre a Idade Moderna e a Contemporânea. Para se entender a Revolução Francesa é necessário conhecer um pouco da situação econômica e social da França do século XVIII.

Antecedentes históricos da Revolução Francesa

Até o século XVIII, a França era um estado em que vigia o modelo do absolutismo monárquico. O então rei francês, Luís XVI, personificava o Estado, reunindo em sua pessoa os poderes legislativo, executivo e judiciário. Os franceses então não eram cidadãos de um Estado Democrático Constitucional, como hoje é comum em todo o mundo ocidental, mas eram súditos do rei.

Dentro da estrutura do Estado Absolutista, havia três diferentes estados nos quais a população se enquadrava:

Primeiro Estado: era representado pelos bispos do Alto Clero;

Segundo Estado: tinha como representantes a nobreza;

Terceiro Estado: por sua vez, era representado pela burguesia, que se dividia entre membros do Baixo Clero, comerciantes, banqueiros, empresários, os sans-cullotes ("sem calções"), trabalhadores urbanos e os camponeses, totalizando cerca de 97% da população.

Ao longo da segunda metade do século XVIII, a França se envolveu em inúmeras guerras, como a Guerra do Sete Anos (1756-1763), contra a Inglaterra, e o auxílio dado aos Estados Unidos na Guerra de Independência (1776). Ao mesmo tempo, a Corte absolutista francesa, que possuía um alto custo de vida, era financiada pelo Estado, que, por sua vez, já gastava seu orçamento com a burocracia que o mantinha em funcionamento. Os membros do Terceiro Estado (muitos deles influenciados pelo pensamento iluminista e pelos panfletos que propagavam as ideias de liberdade e igualdade, disseminados entre a população) passaram a ser os mais afetados pela crise.

Causas da Revolução Francesa

No fim da década de 1780, a burguesia, os trabalhadores urbanos e os camponeses começaram a exigir uma resposta do rei e da Corte à crise que os afetava, bem como passaram a reivindicar direitos mais amplos e maior representação dentro da estrutura política francesa.

Em julho de 1788, houve a convocação dos Estados Gerais, isto é, uma reunião para deliberação sobre assuntos relacionados à situação política da França. Nessa convocação, o conflito entre os interesses do Terceiro Estado e os da nobreza e do Alto Clero, que apoiavam o rei, se acirraram.

O rei então estabeleceu a Assembleia dos Estados Gerais em 5 de maio de 1789, com o objetivo de decidir pelo voto os rumos do país. Entretanto, os votos eram por representação de Estado. Sendo assim, sempre o resultado seria dois votos contra um, ou seja: Primeiro e Segundo Estados contra o Terceiro. Fato que despertou a indignação de burgueses e trabalhadores.

A burguesia, que liderava o Terceiro Estado, propôs em 10 de junho uma Assembleia Nacional, isto é, uma assembleia para se formular uma nova Constituição para a França. Essa proposta não obteve resposta por parte do rei, da nobreza e do Alto Clero. Em 17 de junho, burgueses, trabalhadores e demais membros do Terceiro Estado se declararam em reunião para formulação de uma Constituição, mesmo sem a resposta do Primeiro e do Segundo Estados. Ao mesmo tempo, começava um levante popular em Paris e outro entre os camponeses. A Revolução se iniciou.

Fases da Revolução Francesa

Assembleia Nacional Constituinte. Em 14 de julho de 1789, a massa de populares tomou a Bastilha, a prisão que era símbolo do Antigo Regime e, em 4 de agosto, a Assembleia Nacional instituiu uma série de decretos que, dentre outras coisas, cortava os privilégios da nobreza, como a isenção de impostos e o monopólio sobre terras cultiváveis.

A Assembleia instituiu a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, que reivindicava a condição de cidadãos aos franceses e não mais de súditos do rei. Em setembro de 1791, foi promulgada a nova Constituição francesa, assegurando a cidadania para todos e pressionando o monarca Luís XVI a aceitar os seus critérios. Essa Constituição previa ainda:

  • a igualdade de todos perante a lei,
  • o voto censitário,
  • a confiscação das terras eclesiásticas,
  • o fim do dízimo,
  • a constituição civil do clero, dentre outros pontos.

A partir desse momento, a França revolucionária esboçou o seu primeiro tipo de novo governo, a Monarquia Constitucional, que durou de 1791 a 1792.

Convenção

A ala mais radical da Revolução, os jacobinos (que haviam participado da Assembleia Constituinte, sentando-se à esquerda do plenário e opondo-se aos girondinos que se posicionavam à direita), defendia uma ampliação da perspectiva revolucionária, cuja proposta era não se submeter às decisões da alta burguesia, que se articulava com a nobreza e o monarca. Os jacobinos queriam radicalizar a pressão contra os nobres e o clero, e instituir uma República Revolucionária, sem nenhum resquício da Monarquia.

Prevendo a ameaça que vinha dos rumos que a Revolução tomava, o rei Luís XVI articulou um levante contrarrevolucionário com o apoio das monarquias austríaca e prussiana. Em 1792, a Áustria invadiu a França e esta declarou guerra àquela. A população parisiense, após saber dos planos do rei, invadiu o palácio real de Tulleries e prendeu o rei e sua família. O rei e sua esposa, Maria Antonieta, tiveram suas cabeças decepadas pela guilhotina em 1793, e a Monarquia Constitucional chegou ao seu fim no mesmo ano.

Nomes como Robespierre, Saint-Just e Danton figuram entre os principais líderes jacobinos. Foi nesse período também que a Áustria e Prússia prosseguiram sua guerra contra a França, temendo que a Revolução se espalhasse por seus territórios. No processo de confronto contra essas duas monarquias, nasceu o Exército Nacional Francês, isto é, um exército que, pela primeira vez, não era composto de mercenários e aristocratas, mas do povo que se via como nação.

Diretório

Em 1795, a burguesia conseguiu retomar o poder e, através de uma nova Constituição, instituir uma nova fase à Revolução, chamada o Diretório, órgão composto por cinco membros indicados pelos deputados. Mas a partir desse mesmo ano a crise social se tornou muito ampla na França, o que exigiu um contorno político mais eficaz, sob pena da volta da radicalização jacobina. Napoleão Bonaparte, um dos mais jovens e destacados generais da Revolução, era o nome esperado pela burguesia para dar ordem à situação política francesa. Em 1799, ao regressar do Egito à França, Napoleão encontrou um cenário conspiratório contra o governo do Diretório.

Foi nesse cenário que ele passou a figurar como ditador, inicialmente, dando o Golpe de 18 de Brumário (segundo o calendário revolucionário), e depois como imperador da França. O Período Napoleônico durou de 1800 a 1815 e mudou o cenário político do continente europeu, ao passo que expandiu o ideal nacionalista para várias regiões do mundo. Enfim, a revolução levou à queda do Absolutismo francês e teve relevantes consequências para o ocidente no geral.

Atividades propostas:

1)A Revolução Francesa foi um marco na história da humanidade e considera-se o estopim que iniciou esse conflito:

a) o regicídio de Luís XVI.

b) a tentativa de fuga de Luís XVI e Maria Antonieta.

c) a queda da Bastilha.

d) a invasão da França por tropas austríacas.

2) O historiador Eric Hobsbawm afirmou que as grandes exigências da burguesia no contexto revolucionário manifestaram-se por meio da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Esse documento manifestava:

a)Defendia a liberdade e os direitos individuais de todos os homens, apresentando-os como iguais.

b) o interesse de construir-se uma sociedade transformada e verdadeiramente igualitária, mas mantendo o rei com poderes absolutos.

c) a defesa das ideias estatizantes que viam no Estado o regulador dos problemas sociais.

d) a defesa de uma monarquia absolutista com a instalação do Estado laico.

3) Pesquisa: O que é REVOLUÇÃO.

Usando o livro didático: Este assunto é bastante complexo, por isso vamos fazer a leitura do capítulo 5 do nosso livro, página 56 a 70, leia com atenção e observando as imagens que vão ajudar na compreensão do assunto. Atividades, página 72 - 1 e página 73 - 8. Para ajudar ainda mais neste estudo, assista este vídeo curtinho sobre a Revolução Francesa: https://youtu.be/eg47cCMcQr0