7º anos. Profª Luciane Gotardo. História - Expansão Marítima Europeia. Interpretação do texto: A vida dura dos marujos. Semana de 15 a 31/03/21.

18/03/2021

Olá querido aluno, mais uma vez estamos nos encontrando por aqui, mesmo com todos esses problemas que estamos enfrentando, não se esqueça de buscar em cada minuto de seus dias motivos de alegria e esperança, escolhendo ser feliz e tornando isso possível com pensamentos positivos, não perdendo nunca o entusiasmo pela vida e pelo amor. Vamos caminhando juntos por mais um ano!! 

Correção das atividades propostas sobre Grandes Navegações, referente à                             semana 01 a 12/03/21.

1)Defina Grandes Navegações. Grandes Navegações é o nome dado ao processo de exploração e navegação do Oceano Atlântico encabeçado pelos portugueses a partir do século XV.

2)Qual o período que ocorre as Grandes Navegações? Era dos descobrimentos é a designação dada ao período da história que decorreu entre o século XV e o início do século XVII, durante o qual, inicialmente, portugueses, depois espanhóis e, posteriormente, alguns países europeus exploraram intensivamente o globo terrestre em busca de novas rotas de comércio

3)Quais as características das Grandes Navegações?

Características das grandes navegações. Pode-se dizer que as grandes navegações foram: #impulsionadas pelo Mercantilismo: as monarquias investiram nas navegações devido ao sistema econômico mercantilista, que propagava a ideia de que o acúmulo de riquezas;

#apoiadas pela Igreja Católica: essa instituição queria captar novos fieis e recuperar a força que perdeu devido à Reforma Protestante, em um movimento conhecido como Contrarreforma;

#possibilitada pelo conhecimento: os livros tornaram a informação mais acessível e permitiram avanços sobre o conhecimento geográfico;

#viabilizada pelo desenvolvimento científico: Portugal contratou os maiores especialistas em conhecimento naval de sua época. Eram cartógrafos, astrônomos, geógrafos, construtores e pilotos. Eles aperfeiçoaram instrumentos náuticos criados por outros povos, como a bússola, astrolábio.

4)Fale sobre o pioneirismo português. Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo um centro de estudos: A Escola de Sagres.

7º anos. Profª Luciane Gotardo. História: Expansão Marítima Europeia. Semana de 15 a 31/03/21.

Interpretação de texto: a vida dura dos marujos.

Quem era essa gente que mudaria o mundo? As tripulações apresentavam, desde o século XV, um leque de marinheiros de idiomas e origens diferentes. As caravelas mediam cerca de 20 metros de comprimento e pesavam até 80 toneladas. Nessas embarcações, comprimiam-se durante meses de viagem cerca de 60 homens e mais os animais destinados à alimentação, além de armas, munições, alimentos, entre outros. Pequenas, ágeis, capazes de avançar em zigue-zague contra o vento e dotadas de artilharia pesada, as caravelas eram consideradas os melhores veleiros a navegar em alto-mar. Mas, apesar de a embarcação ser boa, o cotidiano das viagens ultramarinas não era fácil. Além dos medos imaginários, presentes nos pensamentos desses navegadores (como a crença de que o oceano era povoado por monstros e dragões), também existiam os medos reais, as dificuldades de navegar em mar aberto, as tempestades e chuvas intensas, as doenças e a péssima alimentação. 

A precária higiene a bordo começava pelo espaço restrito que era utilizado pelos passageiros. O banho a bordo era impossível. Além de não existir este hábito de higiene, a água potável era destinada ao consumo e ao preparo de alimentos. Nas pessoas e na comida, proliferavam todos os tipos de parasitas: piolhos, pulgas e percevejos. Juntamente com a tripulação, existia a presença de ratos e baratas, sempre comprometendo a qualidade dos alimentos. Outro fator que contribuía para a falta de higiene era a ausência de banheiros na embarcação - geralmente os tripulantes faziam suas necessidades em recipientes e as lançavam ao mar. Esses fatores contribuíram bastante para a proliferação de doenças e mortes nas embarcações. A má higiene a bordo costumava contaminar os alimentos e a água embarcada. A alimentação durante as longas viagens sempre foi um problema para a Coroa. A falta habitual de víveres em Portugal impedia que os navios fossem abastecidos com a quantidade suficiente de alimentos. A fome crônica e a debilidade física colaboravam para a morte de uma parcela importante dos marinheiros, que eram raros os que escapavam do temido escorbuto, doença causada pela falta de vitamina C). Além disso, os alimentos muitas vezes estragavam antes mesmo de começar a viagem. Armazenados em porões úmidos, se
sobreviviam ao embarque, apodreciam rapidamente ao longo da jornada. O rol dos mantimentos costumava incluir biscoitos, carne salgada, peixe seco (principalmente bacalhau salgado), banha, lentilhas, arroz, cebolas, alho, sal, azeite, vinagre, mel, passas, trigo, vinho e água. Nem todos os presentes tinham acesso aos víveres, controlados rigorosamente por um despenseiro ou pelo próprio capitão. Grumetes e marinheiros pobres eram obrigados a consumir "biscoito todo podre de baratas, e com bolor mui fedorento e fétido", entre outros alimentos em adiantado estado de decomposição. Mel e passas eram oferecidos aos doentes da tripulação nobre. Febres altas e delírios, que costumavam atingir muitos dos tripulantes, decorriam da ingestão de carnes excessivamente salgadas e podres regadas a vinho avinagrado. Nas calmarias, quando a nau poderia ficar horas ou dias sem se mover, sob calor tórrido dos trópicos, os marinheiros famintos ingeriam de tudo: sola de sapatos, couro dos baús, papéis, biscoitos repletos de larvas de insetos, ratos, animais mortos e mesmo carne humana. Muitos matavam a sede com a própria urina. Outros, preferiam o suicídio a morrer de sede. Na realidade, a dramática situação dos navegadores não diferia muito da enfrentada pelos camponeses em terra firme. Um trabalhador que cavasse de sol a sol, sete dias por semana, não ganhava mais do que dois tostões por dia. A quantia mal lhe permitia comprar alguns pedaços de pão. O que dizer do sustento de famílias inteiras, sem alimentos ou vestimentas? Um grande número de camponeses pobres preferia fugir da fome enfrentando os riscos do mar, mesmo conhecendo as privações a que seriam submetidos na Carreira das Índias.

Sobre o texto responda:

1)Quem eram os tripulantes que embarcavam nas caravelas, no século XV?

2)Quais os perigos reais que os tripulantes enfrentavam nas viagens marítimas?

3)Quais os perigos imaginários que causava medo aos tripulantes?

4)Como era a higiene dos tripulantes nas embarcações, do século XV?

5)Qual era alimentação que era levada nas viagens marítimas?

6)Explique a doença chamada escorbuto, que acometia os tripulantes nas viagens.

Atividades Complementares: Usando o Livro Didático de História, faça uma leitura das páginas 94 a 100.

Observando o texto e compreendendo o assunto estudado nesta semana, depois da leitura faça a atividade da página 102 - 

1 - responda as questões propostas:

2)No século XIV, qual o conhecimento geográfico que os europeus tinham do mundo?

3)Quais os objetivos que os portugueses e os espanhóis tiveram para partirem para as viagens marítimas?

4)Quais as conquistas portuguesas no período das Grandes Navegações?

5)Fale sobre as viagens marítimas espanholas.

6) Com o início da expansão marítima europeia, o centro econômico deslocou-se do Mediterrâneo para o Atlântico. Portugal e Espanha passaram a disputar as terras encontradas por seus navegadores. A solução para tal disputa foi a assinatura do Tratado de Tordesilhas, que estabelecia:

a) uma linha demarcatória a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, em que as terras localizadas a oeste da linha pertenciam à Espanha e as terras localizadas a leste seriam de Portugal.

b) uma linha demarcatória a 100 léguas a oeste de Cabo Verde, em que as terras localizadas a leste da linha pertenciam a Portugal e as terras localizadas a oeste seriam da Espanha.

c) uma linha demarcatória a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, em que as terras a oeste de Cabo Verde pertenciam à Espanha e as terras a leste de Cabo Verde seriam de Portugal.

d) uma linha demarcatória a 100 léguas a oeste de Cabo Verde, em que as terras a oeste de Cabo Verde pertenciam a Portugal e as terras a leste seriam da Espanha.

7)Na primeira metade do século XVI, vários países europeus interessados em expandir-se comercialmente não admitiram a legitimidade da Bula Papal e do Tratado de Tordesilhas. 7Tais documentos visavam:

a) dividir o continente americano em duas partes: metade para Portugal; metade para a Espanha;

b) garantir a legitimidade do espaço inglês no território americano;

c) proceder à povoação do território brasileiro;

d) ampliar ao máximo o processo de expansão comercial e marítima europeu.

Bons estudos e até breve. Sentirei saudades!!!!! ABRAÇO DA PROFª LUCIANE.