ARTE - PROFª ALINE - A ARTE AO REDOR - SEMANA DE 16 A 30/04.

15/04/2021

Boa tarde meus queridos alunos! Estamos mais um período em ensino remoto infelizmente, mas os nossos estudos não podem parar! Espero que todos estejam se dedicando, estudando e fazendo as atividades propostas. Na aula de hoje vamos dar continuidade ao conteúdo anterior conhecendo um pouquinho sobre os tipos de arte presentes ao nosso redor. 

Leiam todo o conteúdo com bastante atenção, copie e responda as atividades em seu caderno de arte. * Lembrando que as atividades do blog são as mesmas do livro didático. ( Páginas 20 a 24/ 26 e 27) 

Arte ao redor

A arte pode também estar inspirada na paisagem do lugar onde crescemos. Quem foi criado longe das cidades reconhecerá mais facilmente as formas e texturas da natureza, os sons dos animais, do mar ou do vento. Quem cresceu no meio urbano talvez estará familiarizado com uma variedade mais ampla de construções, além de outras referências, como o grande número de pessoas e veículos, o ritmo acelerado do dia a dia ou os grafites que dão seu colorido característico à arquitetura das cidades.

01 - Observe a imagem abaixo. Você já viu pessoas dançando assim? Resposta pessoal. 

Guilherme Nobre, que faz parte do grupo de dança urbana Zumb. boys, dançando na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Fotografia de 2013.

A natureza e a arquitetura são alguns dos elementos com os quais as pessoas interagem. Assim como a natureza, a arquitetura influencia os modos de olhar e os pontos de vista sobre o mundo, e também a amplitude e o alcance dos gestos e movimentos. É por isso que em cada lugar (povoado, cidade, estado, país), as pessoas criam suas danças segundo seus hábitos e costumes, e em interação com as características físicas do lugar onde vivem.

Temos danças de rua, danças de salão, danças que as pessoas fazem descalças em ruas de terra, danças étnicas, típicas, teatrais, entre muitas outras. Seja como for, todo povo e lugar sempre têm sua própria forma de dançar.

Na rua, dançarinos como o da imagem acima desafiam a nossa percepção do espaço e fazem com que todos esses saltos, paradas de mão e giros, lançando as pernas para o ar pareçam um jogo, uma brincadeira.

02 - E você, como vivencia e transforma o espaço ao seu redor? Como interage com o local em que mora? Respostas pessoais.

 escadaria Selarón, obra arquitetônica que se tornou um famoso ponto turístico na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Ela leva o sobrenome de seu idealizador, o artista Jorge Selarón, que trabalhou nela de 1994 a 2013. Fotografia de 2015.

Sobre a escadaria Selarón

O artista chileno Jorge Selarón (1947-2013) foi influenciado pelo trabalho que o arquiteto espanhol Antoni Gaudí (1852- -1926) desenvolveu no Parque Güell, em Barcelona (Espanha). Algumas peças da escadaria levam pinturas de Selarón. Seu processo de criação consistia também em modificar o que já estava feito. A obra, que no início causava estranhamento, passou a ser adotada pelo público, que começou a contribuir para sua produção.

03 - Como é o caminho que você faz para ir à escola? Como são as ruas? Converse com um colega sobre o que cada um de vocês encontra de diferente em seu percurso. Onde a arte está presente? Respostas pessoais.

04 - Observe a imagem acima. Agora imagine passar por um cenário como esse diariamente. Será que você sempre prestaria atenção em como cada degrau foi feito? Ou, ao contrário, passar todo dia pelo mesmo lugar faz a gente deixar de perceber os detalhes? E se, de repente, esses mosaicos fossem retirados?

Essa escadaria liga dois bairros da cidade do Rio de Janeiro (RJ): Lapa e Santa Teresa. Jorge Selarón (1947-2013), artista chileno, trabalhou por 19 anos no revestimento dos 215 degraus. As peças do mosaico vieram de diversas partes do mundo e foram obtidas por meio de doação, recolhidas em demolições ou adquiridas pelo próprio artista.

Mosaico

Obra artística feita a partir de fragmentos de materiais que podem ser pedaços de cerâmica, papel, vidro, entre outros. Cada pedacinho deve se "encaixar" em outro para assim formar o todo de uma superfície. A técnica do mosaico é muito antiga; ela é usada especialmente na decoração e é praticada há pelo menos 5 mil anos.

Paisagem na janela

05 - Até a paisagem que você vê da janela do seu quarto constitui uma referência visual. O que você observa por ela? Vê a cidade ou a natureza? E a janela também nos traz outras informações: Quais sons você escuta de seu quarto? Como é a luz que entra por ela? O que o mundo de fora traz para você? 

06- Observe a imagem abaixo. O que você enxerga nessa obra? O que se vê por essa janela? Será que o artista representa o que está vendo?

MAGRITTE. René. La condition humaine [A condição humana, em tradução livre]. 1933. Óleo sobre tela, 100 cm # 81 cm. Galeria Nacional de Arte, Washington D.C., Estados Unidos.

Sobre René Magritte

Este é um dos mais representativos artistas do movimento conhecido como Surrealismo, que se desenvolveu na Europa a partir da década de 1920. Os surrealistas representavam - em pinturas, fotografias, esculturas e até no cinema - imagens do inconsciente humano. Como em um sonho, eles recriavam, em suas produções, ambientes e situações "não reais" (surreais), fantásticas, irracionais e absurdas.

Em La condition humaine, o artista belga René Magritte (1898- -1967) representou muitas janelas em suas obras, sempre brincando com os limites entre realidade e ilusão. Na letra de canção transcrita na próxima página, a janela também delimita um cenário e nos faz fantasiar sobre o que é descrito. Lô Borges (1952-), um de seus compositores, nascido em Belo Horizonte (MG), fez parcerias com alguns dos músicos apresentados anteriormente. Na canção a seguir, seu parceiro foi Fernando Brant. Leia a letra.

Paisagem da janela

Da janela lateral do quarto de dormir

Vejo uma igreja, um sinal de glória

Vejo um muro branco e num voo um pássaro

Vejo uma grade e um velho sinal

Mensageiro natural de coisas naturais

Quando eu falava dessas cores mórbidas

Quando eu falava desses homens sórdidos

Quando eu falava desse temporal

Você não escutou

Você não quer acreditar, mas isso é tão normal

Você não quer acreditar, e eu apenas era

Cavaleiro marginal lavado em ribeirão

Cavaleiro negro que viveu mistérios

Cavaleiro e senhor de casa e árvores

Sem querer descanso, nem dominical

Cavaleiro marginal banhado em ribeirão

Conheci as torres e os cemitérios

Conheci os homens e os seus velórios

Quando olhava da janela lateral

Do quarto de dormir

Você não quer acreditar, mas isso é tão normal

Você não quer acreditar, mas isso é tão normal

Um cavaleiro marginal, banhado em ribeirão 

Você não quer acreditar...

BORGES, L.; BRANT F. Paisagem da janela. Intérprete: Lô Borges. In: CLUBE DA ESQUINA. Clube da esquina. [S.l.]: EMI Music, 1972. 2 discos sonoros. Disco 2, lado A, faixa 1.

07 - A primeira estrofe deixa claro o que é visto da janela do quarto de dormir? O que mais se vê além disso? Qual é a diferença entre o que você "vê", o que você "percebe" e o que você "imagina", observando da janela de seu quarto de dormir? Respostas pessoais.

A música sugere que da janela do quarto de dormir vemos o mundo! Ela é uma passagem e representa uma abertura para o novo. A janela de casa pode servir como nossos olhos e ouvidos: precisamos estar atentos para perceber o entorno. 

08 - Reflita sobre as seguintes questões e compartilhe suas respostas com os colegas e com o professor. Respostas pessoais.

a) Seus olhos, ouvidos e sentidos estão abertos para perceber a arte em seu cotidiano?

b) Reconhecer as referências artísticas que estão no seu cotidiano, e parar um pouco para conhecê-las melhor, aproxima você da arte? Será que essa aproximação pode tornar sua vida mais alegre e prazerosa? Justifique sua resposta.

Diário de bordo

Convidamos você a criar um diário de bordo que irá acompanhá - lo ao longo do ano. Nesse diário, você pode registrar as pesquisas, descobertas, interesses e ideias que surgirão das experiências com o contato com o material presente neste livro. Esse diário é pessoal e conterá seu caminho investigativo. Como você não realizará o percurso por este livro sozinho, sugerimos que partilhe com seus colegas, periodicamente, as pesquisas e as ideias registradas nele. Esteja sempre com ele à mão nas aulas de Arte.

Você pode usar um caderno ou reunir papéis com texturas e cores das quais você goste e encadernar para montar seu próprio diário. 

Pense em um tamanho que seja prático para você transportar. Recomendamos que não seja um papel muito fino e que não tenha pauta, para que você possa, além de escrever, desenhar, colar, usar canetas variadas e até tinta, se desejar.

Tente dar a ele um aspecto que agrade você. Para concluir, escreva, desenhe e cole imagens ou frases pensando nas perguntas a seguir:

1 - Onde está a arte em minha vida?

2 - Onde está a arte em minha casa?

3 - Onde está a arte em meu trajeto até a escola?

4 - Onde está a arte em meu bairro e em minha cidade?

5 - Onde está a arte na vida dos meus colegas?

6 - A partir das conversas e pesquisas apresentadas pelo restante da turma, registre em seu diário de bordo as suas reflexões e escreva sobre artistas que você conheceu.

Agora que você já refletiu a respeito dos lugares que a arte ocupa em sua vida, experimente revisitar imagens, referências e passagens que mais instigaram você ao longo deste capítulo. Para concluir, reflita sobre as seguintes questões e compartilhe suas respostas com os colegas e com o professor. Respostas pessoais.

1 - Quais descobertas a respeito da arte você fez neste capítulo?

2 - Quais novos artistas e obras você conheceu?

3 - Quais lugares você revisitou?

4 - Quais práticas artísticas você aprendeu?

5 - O que você gostaria de continuar aprofundando?