Ciências - Genética - Setembro - Professora Lorena

10/09/2021

Chegou nosso momento de estudar o Capítulo 1 do livro didático:

Genética

Na página 14 do livro, analise a imagem e tente responder as 4 perguntas do: "o que você sabe?". Soube responder? Ficou curioso? Então embarque comigo nessa descoberta.

Na página 15, você vai ler e compreender conceitos básicos de genética, continuando a leitura compreender os processos de divisão celular.

Para fixar o que aprendeu, realize as atividades da página 19 e 20, 1 a 3 em ambas.

O que é genes, está explicado na página 21, após a leitura, realize as atividades 1 e 2.

Continuando a leitura, na página 22 você vai entender os conceitos genótipo e fenótipo, pra confirmar que entendeu o conceito de ambos realize a atividade Aplique e registre.

Como acontece a transmissão das características hereditárias? Pra entender isso, você precisa compreender alguns conceitos, dominante e recessivo. No livro a explicação traz como exemplo a Fenilcetonúria, você sabe o que é? Aproveite a leitura e aprenda o que é. Pra confirmar seu aprendizado, responda a atividade da página 25.

Na página 28 temos a chance de entender, sobre a tipagem sanguínea, o Sistema ABO. Tente descobrir o seu tipo sanguíneo e dos demais membros de sua família. Faça a atividade da página 29, para fixar o conteúdo.

Terminando a nossa leitura do capitulo, vamos entender como é a herança de genes localizados nos cromossomos sexuais. Realize a atividade da página 31.

Órgãos e tecidos

O número de doadores de órgãos no Brasil cresce cada dia e, com ele, o índice de transplantes realizados no país. Atualmente, o programa público nacional de transplantes de órgãos e tecidos é um dos maiores do mundo. Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Cabe aos familiares autorizar a retirada, após a constatação da morte encefálica. Neste quadro, não há mais funções vitais e a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem ajuda de aparelhos. O processo de retirada dos órgãos pode ser acompanhado por um médico de confiança da família. É fundamental que os órgãos sejam aproveitados enquanto há circulação sanguínea para irrigá-los. Mas se o coração parar, somente as córneas poderão ser aproveitadas. Quando um doador efetivo é reconhecido, as centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde são comunicadas. Apenas elas têm acesso aos cadastros técnicos de pessoas que estão na fila. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade com o doador. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a ser beneficiado.

As centrais controlam todo o processo, coibindo o comércio ilegal de órgãos. A doação é regida pela Lei nº 9.434/97. É ela quem define, por exemplo, que a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode ser realizada se precedida de diagnóstico de morte cerebral constatada por dois médicos e sob autorização de cônjuge ou parente.

Para ser doador é preciso:

• Ter identificação e registro hospitalar;

• Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;

• Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão

arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;

• Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral.

Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de

captação e de transplante;

• Submeter o paciente a exame complementar que demonstre morte encefálica,

caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro,

além de inatividade elétrica e metabólica cerebral;

• Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas. Observação: Após diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante.

Quais órgãos podem ser doados?

• Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas);

• Pulmões (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas);

• Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas);

• Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);

• Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);

• Valvas Cardíacas

Quais tecidos podem ser doados?

• Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias);

• Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de

sangue);

• Pele (retirada do doador até seis horas depois da parada cardíaca);

• Cartilagem (retirada do doador até seis horas depois da parada cardíaca);

• Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos);

• Sangue

Doadores vivos

A doação de órgãos também pode ser feita em vida para algum membro da família ou amigo, após avaliação clínica da pessoa. Nesse caso, a compatibilidade sanguínea é primordial e não pode haver qualquer risco para o doador. Os órgãos e tecidos que podem ser retirados em vida são rim, pâncreas, parte do fígado, parte do pulmão, medula óssea e pele.

Para doar é necessário:

• Ser um cidadão juridicamente capaz (maior de 18 anos ou menor de idade antecipado, com condições de saúde que não comprometam a manifestação válida da sua vontade);

• Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;

• Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;

• Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando;

• Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante

• Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com   autorização judicial.

Quem não pode doar?

• Pacientes portadores de doenças que comprometam o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;

• Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contraindicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados;

• Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas;

• Pessoas com tumores malignos - com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero - e doenças degenerativas crônicas.

Fonte: Ministério da Saúde

Atividades

1 Todos os órgãos ou tecidos citados abaixo podem ser doados por pacientes vivos, exceto

a) Medula óssea.

b) Rins.

c) Parte do fígado.

d) Parte do pulmão.

e) Córnea.

2 Alguns órgãos e tecidos não podem ser doados em vida, como é o caso do coração. Nesses casos, é necessário confirmar que o doador

a) está em coma.

b) apresentou parada cardíaca.

c) apresentou morte encefálica.

d) apresentou um infarto.

e) apresentou um acidente vascular encefálico.

3 Os rins são órgãos que podem ser doados por doadores vivos ou falecidos. Analise as alternativas a seguir a respeito da doação de rim e marque a incorreta.

a) Os rins são retirados de doadores mortos após confirmação de morte encefálica.

b) Para doação de rins, é necessário compatibilidade sanguínea.

c) Em doadores vivos, analisam-se os riscos da realização de uma cirurgia para retirar e doar o rim.

d) Um doador vivo pode vender o rim a um receptor, caso seja de sua vontade.

e) Doadores vivos necessitam de autorização judicial para doar os rins.

4 Como sabemos, alguns órgãos podem ser doados em vida. A respeito desses órgãos, marque a afirmação incorreta.

a) Os rins podem ser doados em vida, pois o doador pode viver com apenas um deles.

b) Porções do fígado podem ser doadas, pois esse órgão tem grande capacidade de regeneração.

c) Porções do pulmão podem ser doadas, pois esse órgão apresenta capacidade de regeneração, assim como o fígado.

d) A medula óssea pode ser doada em vida, pois normalmente ela se recompõe em 15 dias.