Geografia - 9ºANOS - Professora: Íris - Semana 01/04 à 16/04/2021- Conteúdo:ECONOMIA GLOBAL

31/03/2021

Oláa...... lindezas! Como estão todos? Espero que bem e se cuidando.

Segue mais atividades para vocês, qualquer dúvida já sabe, só entrar em contato comigo pelo watzap ou com o professor responsável pela sua turma

Agora vocês estão com o livro didático, certo?

No último capítulo aprendemos sobre Capitalismo e Socialismo, agora vamos falar sobre: Economia global e organizações econômicas mundiais é para vocês ler o conteúdo quando retornarmos explicarei tudo se Deus quiser!

BEIJOS NO CORAÇÃO!

Segue um link para o apoio: https://www.youtube.com/watch?v=veZDw66utyo

MAPA MENTAL DA ECONOMIA GLOBAL

ECONOMIA MUNDIAL APÓS A GLOBALIZAÇÃO

Nota-se que nos últimos anos do século XX, inúmeras foram às transações, acontecimento e manifestações ocorridas no âmbito global. Grandes corporações surgiram, milhares de dólares foram investidos, novas atividades econômicas e comerciais foram desenvolvidas, produtos e serviços foram criados e aprimorados, normas e leis foram necessárias, moedas foram criadas, fusões aconteceram, monopólios surgiram, dentre variados outros acontecimentos.

Estar no mercado atual pode representar estar frente a um arsenal diversificado de influência propostas pela globalização.

A economia vive sob permanente avaliação que é conduzida por uma lógica financeira geral de lucratividade. As grandes corporações industriais e as organizações financeiras manejam uma massa de ativos financeiros e de moedas que compõem suas estratégias de valorização ao lado de seus ativos operacionais. Assim, além das taxas de retorno nos investimentos produtivos, as taxas de câmbio, as taxas de juros e os índices de valorização das ações são "parâmetros" considerados na rentabilidade financeira geral. Num mundo de livre movimento de capitais e de taxas de câmbio flexíveis, aqueles atores efetuam movimentos de "poupança financeira", em consonância com suas expectativas mutáveis, que impactam fortemente os mercados cambiais, acionários e de crédito em geral, mundo afora.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a economia capitalista vive uma fase de expansão e enriquecimento. Na década de 70 e início dos anos 80, essa prosperidade é abalada pela crise do petróleo, que provoca recessão e inflação nos países do Primeiro Mundo. Também nos anos 70, desenvolvem-se novos métodos e técnicas na produção. O processo de automação, robotização e terceirização aumentam a produtividade e reduz a necessidade de mão-de-obra.

A informática, a biotecnologia e a química fina desenvolvem novas matérias-primas artificiais e novas tecnologias. Mas a contínua incorporação dessa tecnologia de ponta no processo produtivo exige investimentos pesados. E os equipamentos ficam obsoletos rapidamente.

O dinheiro dos investimentos começa a circular para além de fronteiras nacionais, buscando melhores condições financeiras e maiores mercados. Grandes corporações internacionais passam a liderar uma nova fase de integração dos mercados mundiais: é a chamada GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA. A divisão política entre os blocos soviético e norte-americano modifica-se com o fim da Guerra Fria.

Uma nova ordem econômica estrutura-se em torno de outros centros de poder: os Estados Unidos, a Europa e o Japão. Em torno destes centros são organizados os principais blocos econômicos supranacionais, que facilitam a circulação de mercadorias e de capitais.

Em 1990, o intercâmbio comercial entre esses países era de aproximadamente 3 bilhões e meio de dólares. Em 95, já ultrapassa os dez bilhões. O MERCOSUL vive uma fase inicial de adequações e ajustes. Mas o comércio entre seus integrantes já demonstra seu potencial. Os contatos políticos, econômicos e culturais se intensificam. Hoje se negocia a adesão de outros países da América do Sul.

Visando ampliar suas atividades comerciais, já se iniciam contatos políticos com os países da União Européia para a formação de um superbloco econômico. A integração econômica entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai já é uma realidade.

A globalização já não é mais questão de opção; é inevitável para qualquer país que pretenda o pleno desenvolvimento econômico, e que queira fazer parte da integração mundial que está acontecendo para não sofrer prejuízo ou discriminação por não acompanhar os movimentos internacionais. Sendo assim, com a crescente busca, por novos mercados e todos os demais diferentes parâmetros adotados mundialmente, diversos efeitos econômicos emergiram.

Globalização econômica de 1980 em diante: crescimento, pobreza e distribuição de renda.

Para avaliar como a globalização afetou o crescimento econômico, a pobreza e a distribuição de renda, reuniram dados de um grupo de mais de cem países. Eles foram divididos em três grupos: países ricos, países inseridos no processo de globalização e países não inseridos na globalização. O critério para diferenciar os países inseridos na globalização do resto dos países em desenvolvimento, de 1980 em diante, foi fixado em função de duas variáveis: cortes de tarifas e aumento do volume de comércio exterior.

Os países inseridos na globalização tiveram mudanças significativas no volume de comércio exterior em relação ao Produto Interno Bruto, passando de 16% para 32% nos últimos vinte anos. Como elemento de comparação, nos países ricos esse aumento foi de 29% para 50%. Ao mesmo tempo os países inseridos na globalização reduziram as suas tarifas em 22 pontos percentuais (de 57% para 35%). Os países inseridos na globalização representam metade da população mundial, ou seja, mais de três bilhões de pessoas. Dentre eles se encontram China, Índia, Brasil, México e Argentina.

As conclusões do estudo mostram que "enquanto as taxas de crescimento dos países ricos declinaram nas décadas passadas, as taxas de crescimento dos globalizadores têm seguido o caminho inverso, acelerando-se dos anos 70 para os 80 e 90. O resto do mundo em desenvolvimento, por outro lado, seguiu o mesmo caminho que os países ricos: desaceleração do crescimento dos anos 70 para os 80 e 90. Nos anos 90 os países inseridos na globalização tiveram um crescimento per capita de 5% ao ano; os países ricos cresceram a 2,2% per capita e os países não inseridos cresceram apenas 1,4%. Ou seja, a distância entre países ricos e em desenvolvimento declinou nas duas últimas décadas em relação aos países inseridos na globalização e aumentou para aqueles países não inseridos no processo.

O estudo sugere também que a taxa de inflação dos países com maior abertura para o exterior declinou nas últimas décadas.

Dos anos 80 para os anos 90, a inflação média desses países passou de 24% ao ano para 12%. A estabilização monetária deverá contribuir para que a renda dos pobres cresça em torno de 0,4%. Em função desses resultados, os autores do estudo comentam: "podemos esperar que uma maior abertura deverá melhorar a vida material dos pobres. Também sabemos que no curto prazo haverá alguns perdedores entre os pobres e que a efetiva proteção social pode facilitar a transição para uma economia mais aberta, de tal maneira que todos os pobres se beneficiem com o desenvolvimento".

A globalização econômica - aumento de comércio exterior e redução de tarifas - favorece o crescimento e a diminuição da pobreza. O grande desafio da globalização, entretanto, continua a ser a distribuição de renda entre países e entre pessoas: "países que reduziram a inflação e expandiram o comércio e viram acelerar suas taxas de crescimento nos últimos 20 anos não tiveram mudanças significativas na distribuição de renda".

COPIAR E RESPONDER  AS ATIVIDADES NO CADERNO:

1) A globalização é um processo contínuo de integração, em especial, econômica do globo. Para tal, torna-se necessário a disponibilidade de ferramentas que permitem a organização das redes e dos fluxos entre as diferentes regiões do mundo. Desse modo, pode-se apontar que a globalização está amparada no

A) protecionismo econômico praticado pelos países desenvolvidos.

B) desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação.

C) emprego de técnicas tradicionais de produção, como o fordismo.

D) comprometimento com o desenvolvimento sustentável das nações.

E) processo industrial altamente concentrado nos países emergentes.

2). As atividades industriais da globalização estão extremamente internacionalizadas e são baseadas em ferramentas tecnológicas de produção e comercialização. Sendo assim, destacam-se, no processo de globalização, as empresas ligadas à

A) produção de conhecimento, como as de informática.

B) exploração de bens primários, como as madeireiras.

C) atividade de produção artesanal, como as têxteis.

D) alta exploração dos trabalhadores, como as de base.

E) extração de minerais metálicos, como as mineradoras.

3). Com relação ao espaço mundial, o processo de globalização provoca uma homogeneização da produção e do consumo em nível global, porém esse processo não é uniforme em todo o planeta. Desse modo, pode-se afirmar que a globalização resultou na:

A) melhoria da qualidade de vida das populações periféricas.

B) utilização de mão de obra com baixa qualificação profissional.

C) acentuação da desigualdade social entre diferentes regiões.

D) diminuição dos impactos ambientais gerados no globo.

E) centralização econômica dos governos neoliberais.

EM RELAÇÃO AO LIVRO DIDÁTICO SEGUE AS PÁGINAS:

LER AS PÁGINAS :24 (ECONOMIA GLOBAL E ORGANIZAÇÕES ECONOMICAS MUNDIAIS);

PÁGINA: 25 (NOVA ORDEM E A GLOBALIZAÇÃO E A MUNDIALIZAÇÃO);

PÁGINA:28 (A INFLUENCIA DAS TRANSNACIONAIS NA ECONOMIA GLOBAL);

PÁGINA: 29 (TRANSNACIONAIS: CONCORRENCIA E PARCERIA);

PÁGINA:32(A ECONOMIA GLOBAL E O AUMENTO DO DESEMPREGO);

PÁGINA:33 (O DESMEPREGO ESTRUTURAL);

PÁGINA:34 (GLOBALIZAÇÕES E ORGANIZAÇÕES ECONOMICAS);

PÁGINA :35 (BLOCOS REGIONAIS E INTERESSES NACIONAIS);

CÓPIAR E RESPONDER NO CADERNO AS ATIVIDADES DAS PÁGINAS: (40 E 41);

SE CUIDEMMMM.....