História - Texto: A Mulher, a pandemia e a Violência - 9º anos A,B,C e D -1º Trimestre-Professora Tânia Rochele

26/02/2021

Semana de 01 a 12 de março

História

Queridos alunos como estão? Desejo que todos estejam bem e ansiosos por novos conhecimentos, tanto remoto como presencial. Iniciamos mais um ano que tenho certeza de muito aprendizado e conhecimento. Que Deus possa nos guiar e nos amparar nesse ano e com pensamento positivo "Tudo vai dar certo".

Estarei aqui para ajudá-los da melhor forma possível. Então Bora lá começar!!!!

Como dia 08 de março é o Dia Internacional da mulher e estando passando por essa pandemia trago um texto para reflexão " A Mulher, a Pandemia e a Violência .


A MULHER, A PANDEMIA E A VIOLÊNCIA

Simbologia à parte, verificamos que as bandeiras levantadas pelas mulheres durante décadas, antes e depois do sacrifício das operárias que deu origem a comemoração do dia 08 de março, tem muitas cores. Durante estes anos de luta e conquistas, as mulheres evoluíram e sempre estiveram à frente, contribuindo na construção de um mundo melhor.

Dentro do movimento das mulheres percebemos várias frentes de lutas, todas porém com a mesma essência: melhorar as relações entre os seres humanos e fazer valer a Declaração Universal dos Direitos Humanos onde se proclamam que "todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos(...) (...) sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política (...) ou qualquer outra condição".

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A violência contra a mulher ainda é um problema fortemente enraizado no mundo. Ela não é exclusividade de alguns países e de algumas culturas. Ela é resultado de uma cultura patriarcal que está vinculada aos fundamentos de nossa sociedade. A violência contra a mulher expressa-se de várias maneiras, desde o estupro até a violência psicológica, e precisa ser combatida com veemência e urgência. As consequências desse tipo de violência são terríveis para as vítimas, podendo levá-las à morte.

A pandemia do corona vírus e as medidas que, acertadamente, vem sendo tomadas para conter a disseminação do vírus trazem importantes desafios para as mulheres. Tanto as previsões feitas quando a epidemia ainda estava restrita à China, quanto às notícias que se seguiram ao avanço da epidemia, noticiaram e noticiam o aumento dos casos de violência contra as mulheres. Não existe um país afetado pela Covid-19 que não esteja lidando com esse problema, mas ao mesmo tempo, poucas são as iniciativas que vêm sendo tomadas para lidar com essa 'consequência' da epidemia. O aumento dos casos de violência contra as mulheres, nesse momento, ajuda a pensar a efetividade que os investimentos que as sociedades vêm fazendo para enfrentar esse grave problema social. No Brasil, as políticas públicas nessa área são bem jovens, iniciaram de forma mais estruturadas e orientadas por uma agenda de defesa dos direitos das mulheres no início dos anos 2000 (especificamente em 2003), com a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Desde então, o eixo norteador da efetivação da política tem sido a conformação das redes de enfrentamento à violência contra as mulheres, ação que põem em diálogo e trabalho diferentes serviços e equipamentos que atendem mulheres em situação de violência.

Nesse cenário de fragilidade, materializam-se os efeitos da COVID-19, por exemplo, quando optamos pelo isolamento social em casa. Opção que vem revelando desafios, sobretudo para as mulheres e que tem pressionado as políticas públicas envolvidas no enfrentamento à violência contra as mulheres. Além da violência que aumenta com a quarentena, o fato das pessoas estarem em casa escancara a desigual economia do cuidado, em que a responsabilidade e sobrecarga do trabalho doméstico e dos cuidados com doentes, criança e idosos são das mulheres. Assim, "a pandemia tem gênero", como recentemente afirmou a antropóloga Débora Diniz em entrevista publicado na Folha de São Paulo no dia 6/04/2020. Nessa entrevista, Débora Diniz também comenta sobre o fato de que as mulheres perderam "um elo fundamental para a sobrevivência: a conexão com outras mulheres".

A dimensão da conexão é também o que dá sentido às redes de enfrentamento à violência contra as mulheres, pois a articulação dos serviços e trabalhadores depende de um olhar holístico sobre esse fenômeno e da interdependência das ações para serem efetivas. A construção de uma perspectiva holística e de ações articuladas depende dos vínculos que se estabelecem entre as pessoas e instituições que lidam com a violência. Assim, tal qual como a vida das mulheres que vão se organizando e viabilizando a partir das conexões que constroem e acionam ao longo de suas vidas, a existência de uma política pública comprometida com o enfrentamento (e, utopicamente, com a sua eliminação) da violência contra as mulheres também se constrói a partir dos agenciamentos e que, assim, fortalecem as redes. Nesse sentido, o conceito 'conexão' tem uma forte dimensão feminista, pois é, para várias mulheres, a única possibilidade de sobrevivência. Assim, não fortalecer conexões e redes entre políticas públicas de proteção é assumir uma posição de descaso com as mulheres e de perigoso flerte com o feminicídio, que será mais um possível efeito da pandemia de Covid-19 no Brasil e no mundo.

Bibliografia

Miriam Fuckner - Revista Mundo Jovem

https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/violencia-contra-a-mulher.htm

Paula Dias Bevilacqua- pesquisadora da Fiocruz Minas

Texto publicado originalmente no site Pensar a Educação, Pensar o Brasil - https://www.cpqrr.fiocruz.br/pg/artigo-mulheres-violencia-e-pandemia-de-coronavirus/

Atividade

Em uma folha produza um texto, frase, desenho, poesia, letra de música ( o que você se identifica) sobre o tema: A mulher, a pandemia e a violência.

Use sua imaginação, solta o artista que existe em você. Eu acredito em você e em sua capacidade de produção. Estou aguardando.

Entregar na escola no dia que for pegar a atividade.

Fiquem com Deus e até outro dia.